quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Conhecendo a “City”

 
O centro da cidade – o que aqui eles chamam de “city” – realmente impressiona. É uma mistura tão interessante não só de prédios, mas também de pessoas, culturas, estilos, vidas.

Ver pessoas de diversas nacionalidades e ouvir diferentes línguas não era nada novo para mim, uma vez que, morando no Rio, estava acostumado a ver turistas e até mesmo imigrantes de diversos países. Mas definitivamente não é a mesma coisa.


Primeiro que o “tipo” de estrangeiro aqui presente está diretamente ligado à localização geográfica da Austrália. Uma imensidão de pessoas do lado oriental do globo: Indianos, tailandeses, malaios, turcos, árabes, neozelandeses, japoneses, chineses, tchecos, e muitos, muitos coreanos.

Segundo que a quantidade é infinitivamente maior, nem se compara. Dias desses fiquei até irritado porque passei uns 20 minutos dentro do ônibus em direção a minha casa e escutei tudo que era língua, menos inglês.

Nota-se isso claramente também pela comida. É difícil ter uma refeição barata e popular no centro da cidade que não seja japonesa, chinesa, coreana ou tailandesa. (Mc Donalds não conta!)

Além dos orientais, o que chama muito atenção também logo no início são os prédios de fachadas antigas, tradicionais, em contraste com outros modernos, futuristas. Cada um com seu charme.

Seguindo pela George Street, por exemplo  – a rua de destaque na região central – de repente você dá de cara com um prédio como o Queen Victoria Building. Arquitetura mais inglês e clássica impossível. Um shopping indescritível, tanto pela beleza interna e externa quanto pelas lojas e marcas que o compõe. Porém, logo mais a frente, ainda nessa rua, lá está a loja da Apple, mais atual impossível.
 


Mas ao mesmo tempo que você tem uns prédios enormes, logo ao lado há um parque (Hyde Park), ou logo ali está o Royal Botanic Gardens, e mais um pouco a frente o mar. Isso tudo faz com que o centro da cidade “respire” e seja menos estressante como costuma ser essa região em qualquer metrópole. Talvez o Rio também tenha um pouco disso (ah, como eu gostava de andar pelo centro do Rio...), mas acredito que não com tamanha intensidade.

 

O interessante também é que, pelo menos aparentemente, não há aquele quantidade enorme de prédios ocupando uma enorme área da cidade, como se vê numa grande cidade brasileira. Os grandes edifícios estão concentrados em alguns poucos quarteirões (considerando a dimensão da cidade). O que já soube também é que muitos deles têm vários andares subterrâneos (o QVB é assim). É uma cidade embaixo da cidade.

Sobre as ruas, são extremamente limpas; e não somente em relação a lixo nas calçadas. Não há poluição visual: quase nada de propagandas em prédios, nenhum outdoor, camelô nem pensar. Tem uma coisa também que contribui muito pra essa sensação de “cidade limpa”: a ausência de fios e cabos nos postes. Isso mesmo, entre um poste de iluminação e outro não há um fio sequer.

É engraçado porque todos esses dias andando pela cidade e eu demorei a notar esse detalhe. Eu simplesmente andava, olhava pra tudo e sempre tinha a sensação de que estava faltando alguma coisa, mas não sabia o que era... Um simples detalhe que faz toda a diferença.

Eu adoro andar, principalmente por lugares completamente desconhecidos, e acredito que só “batendo as canelas” é que se descobre de verdade um bairro, uma cidade, um país. Então, cada rua que passo tenho descoberto um pouco de tudo; e cada vez mais a certeza de que muitas coisas que a gente acredita que é exclusividade do nosso país (sejam elas negativas ou positivas) existem em todo lugar.

O mendigo que daria um personagem de filme, a rua em que todo mundo canta, dança e roda o chapéu, o “lojão” popular com direito a locutor irritante na porta, a igreja tentando ser moderna em busca de jovens fiéis, o mercado popular, o bairro chinês, o trambiqueiro que tenta te vender uma bicicleta quebrada por bem mais do que ela vale (hehehe), gente educada, gente mal educada, gente milionária e gente muito pobre.

Cada item desses daí de acima rende um belo de um post. Aos poucos vou contando aqui (preciso urgentemente falar da tentativa de compra da bicicleta e também postar a foto do mendigo John).

Enfim, Sydney é assim. Um ar ao mesmo tempo provinciano europeu, mas cosmopolita; oriental, mas despojado; brasileiro, mas organizado.

3 comentários:

Mateus. disse...

Descobri seu blog por acaso no orkut.
Estudei com o Rafael!
Seu blog ta muito bacana, ja ta na minha listinha heheeh
Abraço e enjoy!

Danny disse...

Uai, tem city, Hyde Park e é difícil ouvir inglês em alguns lugares? Você tem certeza que não está em Londres?

Tiago Salomé disse...

Mateus,
Obrigado e fica a vontade para vir sempre deixar comentários!

Danny,
Sydney é meio metida a se achar na Europa mesmo ... rs

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